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Nos últimos anos, com o amadurecimento gradual das tecnologias de automação e digitalização, o desenvolvimento geral da pesquisa em instrumentos e equipamentos tem sido bastante positivo. Os resultados dessa pesquisa em nosso país são reconhecidos internacionalmente, o que nos traz um certo orgulho. Atualmente, as empresas de instrumentação do nosso país podem ser divididas em três categorias: empresas focadas em inovação tecnológica, empresas que atuam como agentes de importação e empresas integradas. E, independentemente do tipo de empresa, ela enfrenta um problema: desenvolver-se de forma independente e com inovação própria, ou trabalhar em conjunto, buscando benefícios mútuos? http://www.jiweimeter.com/uploads/image/20180824/1535109484.jpg No entanto, o desenvolvimento independente e a cooperação não são conceitos contraditórios; trata-se apenas de encontrar o equilíbrio certo. Em outras palavras, trabalhar em conjunto não significa depender demais; desenvolver-se de forma independente não equivale a isolar-se. Portanto, a essência do desenvolvimento das empresas de instrumentação deve ser evitar o isolamento. Em qualquer grupo de três pessoas, sempre há alguém que pode servir de exemplo. O desenvolvimento das empresas do setor de instrumentos depende da competição e do aprendizado contínuo. Se considerarmos que o mercado de instrumentos do nosso país ainda depende de produtos importados, então as empresas monopolistas nesse setor não são comuns no nosso país. Isso é algo positivo para os consumidores de instrumentos, mas, ao mesmo tempo, significa que existe uma certa pressão competitiva entre as empresas desse setor. Essa pressão competitiva torna-se ainda mais evidente entre empresas que produzem instrumentos do mesmo tipo. Por exemplo, suponhamos que as empresas de equipamentos A e B sejam ambas empresas de alta tecnologia especializadas em espectrometria. Além disso, ambas as empresas possuem um público fixo de clientes. Para aumentar suas receitas, é inevitável que haja uma certa concorrência entre A e B. Essa concorrência pode ser em termos de preços ou em termos tecnológicos. Por fim, essa concorrência comercial pode levar as empresas a desenvolver novas tecnologias ou a reduzir os custos de produção das tecnologias existentes, com o objetivo de diminuir os preços e atrair mais consumidores. Também pode incentivar as empresas a se transformarem, por exemplo, passando de espectrômetros de massa simples para equipamentos como espectrômetros de massa acoplados a cromatógrafos, a fim de atrair outro grupo de consumidores. No entanto, desde que não haja monopólios, esse efeito competitivo não desaparecerá. Além disso, desde que o mercado seja devidamente regulamentado, essa competição será benéfica tanto para as empresas quanto para os consumidores. Além disso, o efeito da concorrência certamente levará as empresas de instrumentos a aprender com outras empresas. Esse processo de aprendizagem não ocorre apenas entre empresas que competem no mesmo setor, mas também pode acontecer com empresas de outros países que possuem tecnologias avançadas. Além disso, as empresas de instrumentos podem até aprender com empresas que não atuam nesse setor. No entanto, é preciso esclarecer que esse tipo de aprendizado se baseia na comunicação, e não apenas na imitação cega. Caso contrário, as empresas fabricantes de instrumentos acabarão sem capacidade de autocrítica, caindo em outra situação difícil. Em resumo, em um ambiente de mercado complexo, as empresas só podem contar com a concorrência e o aprendizado mútuo para se manterem no mercado. Isolar-se só faz com que as empresas sejam esquecidas pelo mercado e percam sua posição nele. A pesquisa em instrumentos e equipamentos é um processo de seleção do que é essencial e eliminação do que é desnecessário. Nos últimos anos, as políticas governamentais têm oferecido algum apoio às empresas de pequeno e médio porte que produzem instrumentos e equipamentos, bem como às empresas nacionais nesse setor. No entanto, não se pode negar que o mercado de instrumentos e equipamentos do nosso país ainda está em um cenário de competição entre empresas nacionais e estrangeiras. Pode-se dizer, até mesmo, que, em certa medida, os produtos de empresas estrangeiras são mais populares no mercado nacional. As causas desse fenômeno são tanto objetivas quanto subjetivas. Objetivamente, existem muitas empresas no país que acreditam cegamente em instrumentos importados; as condições de mercado para os instrumentos produzidos localmente são, em geral, precárias. Subjetivamente, há empresas nacionais que prejudicam o setor, o que afeta a percepção positiva das pessoas em relação aos instrumentos produzidos no país. Mas, seja de forma subjetiva ou objetiva, um grande problema com que os instrumentos e equipamentos produzidos no país se deparam no mercado interno é como estabelecer uma relação de confiança entre os consumidores e as empresas. Para as empresas nacionais, é bom estabelecer contatos e parcerias com empresas estrangeiras de qualidade. No entanto, é muito importante ter controle sobre isso. Se as empresas se limitarem a “adotar tecnologias avançadas estrangeiras e utilizar componentes importados” para criar “produtos confiáveis no âmbito internacional”, é muito provável que elas se envolvam em escândalos de plágio ao estilo chinês, o que dificultará a construção de uma marca reconhecida. Por outro lado, se optarem por agir de forma isolada, sem buscar parcerias ou inspiração em outros, perderão muitas oportunidades de evitar erros na pesquisa científica e de encontrar novas direções para o desenvolvimento. Portanto, a melhor maneira para as empresas de instrumentação evitar ficarem isoladas é aprender a selecionar o que é essencial e descartar o que é desnecessário. Em outras palavras, é preciso saber escolher com sabedoria. Na produção de instrumentos e equipamentos, a introdução de tecnologias avançadas é, de fato, um fator importante que contribui para o sucesso do produto. No entanto, isso deve ser feito sem prejudicar a marca própria. Somente ao utilizar tecnologias avançadas para compensar as deficiências da própria marca é que será possível tornar os produtos ainda mais eficazes. As empresas de instrumentação devem evitar o isolamento. Isso não significa que elas devam depender de outras empresas, mas sim evitar que fiquem alheias ao que acontece no mercado. Para se desenvolverem de forma independente, é necessário aprender e competir no mercado. E, para que as empresas possam se tornar mais fortes e crescer, além do desenvolvimento tecnológico próprio, é igualmente importante entrar profundamente no mercado, compreendê-lo e valorizar as vantagens dos concorrentes.