Revisão de um acidente vivido – VI: Acidente de incêndio em um caminhão-tanque durante o carregamento de propileno
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Este tópico foi editado pela última vez por Ma Baiyao em 28/06/2016, às 15:21. 1. Desenvolvimento do acidente: Por volta das 18:10, no dia 24 de julho de um determinado ano, o cano de drenagem localizado no lado leste da plataforma de descarga ferroviária da nossa empresa pegou fogo. As chamas se espalharam rapidamente pelo cano de drenagem até chegar aos locais onde o gasolina era armazenada, causando o incêndio de 4 caminhões-tanque que estavam transportando gasolina naquele momento. Após receber o chamado, a equipe de bombeiros da empresa chegou imediatamente para combater o fogo e resfriar os tanques nas proximidades. Alguns minutos depois, as equipes de bombeiros locais também chegaram e se juntaram aos esforços de combate ao fogo. O incêndio foi extinto após 2 horas. Graças à intervenção rápida, não houve perdas maiores nem vítimas. 2. Perdas causadas pelo acidente: 4 vagões ferroviários foram destruídos, resultando em perdas de aproximadamente 230 toneladas de gasolina pronta para uso. As perdas econômicas diretas somaram cerca de 4,5 milhões. Devido à intensidade do fogo, de longe parecia que havia um incêndio na área de tanques, o que causou grande pânico entre os moradores da região, com consequências sociais extremamente negativas. 3. Análise das causas do acidente: Em 24 de julho, às 17:00, a equipe responsável pelo carregamento e descarregamento de combustíveis recebeu uma instrução para transferir gasolina para 4 tanques localizados na linha 4. Por volta das 17:30, as bombas de transferência foram ativadas, e o processo de carregamento começou. Ao ver que a gasolina já havia sido despejada no caminhão-tanque, o operador de plantão saiu sem autorização para ir ao refeitório almoçar. Ele planejava retomar o processo de transferência assim que chegasse a hora estimada para fazer esse trabalho, com base no tempo que levava anteriormente para encher 10 a 12 vagões – cerca de 50 minutos. Dessa vez, porém, apenas 4 vagões precisaram ser preenchidos, o que levou aproximadamente 30 minutos. Em análise posterior, parece que por volta das 18:00, os 4 caminhões-tanque ficaram completamente cheios. O combustível que transbordou acabou indo para o cano de drenagem da água da chuva. Esse combustível fluiu em direção ao norte, até chegar a um local a cerca de 400 metros de distância, onde havia trabalhos de corte com acetileno. O calor gerado pelo ferro derretido fez com que os materiais presentes no cano de drenagem começassem a queimar. Isso, por sua vez, causou a ignição do combustível. O combustível em chamas se espalhou pelo cano de drenagem e atingiu os caminhões-tanque, causando o acidente. 4. Lições do acidente: A gestão da produção foi deficiente; os operadores deixaram seus postos durante as operações de transferência, o que causou o derramamento de gasolina. Esse foi o motivo direto do acidente ; Devido à falta de exigências de carregamento em condições herméticas naquela época, nas operações anteriores de transferência de combustível, o vazamento de óleo por meio de mangueiras e o derramamento de gases combustíveis causavam frequentemente o acionamento dos alarmes de gás inflamável. Os operadores desligavam secretamente o som dos alarmes, o que fez com que os vazamentos de gasolina não fossem detectados a tempo. Esse foi o principal motivo do acidente ; O fato de a empresa responsável pela construção do trecho de tubulação não ter coberto adequadamente as bocas de drenagem na área de obras, conforme exigido pelas normas de segurança, e de não ter extinguido prontamente os pequenos incêndios causados por detritos presentes nessas bocas de drenagem durante a construção, foi a causa do incêndio que resultou neste acidente.1. Desenvolvimento do acidente: Há N anos, por volta das 17h40 do dia 14 de julho, um caminhão-tanque de 25 toneladas, utilizado para transportar hidrocarbonetos líquidos pela nossa empresa, pegou fogo de repente. As chamas eram extremamente intensas; todo o caminhão-tanque ficou envolto em fumaça e chamas. Todo o local de carregamento também foi tomado pelas chamas. Um som ensurdecedor acompanhava as chamas, que atingiam alturas de quase cem metros. A área a cem metros de distância do local de carregamento já estava insuportavelmente quente. Após receber o chamado, a equipe de bombeiros da empresa chegou imediatamente ao local. Eles usaram roupas isolantes para acionar os hidrantes mais próximos e borrifar água no caminhão-tanque, a fim de reduzir sua temperatura. Depois de cerca de dez minutos, as equipes de bombeiros locais também chegaram ao local. O departamento de emergências da cidade criou um comando de resgate no local, evacuou os moradores das redondezas, isolou a área afetada e mobilizou mais de cem veículos de bombeiros de cidades vizinhas para ajudar no combate ao incêndio. Após inspeção no local do incêndio, decidiu-se adotar uma estratégia de proteção do fogo. Vários caminhões-pulverizadores foram utilizados para borrifar água no caminhão-tanque em chamas, controlando assim o fogo. Além disso, foi criada uma barreira de água a cerca de 15 metros do ponto de incêndio, envolvendo seis tanques com capacidade de 1000 m³ cada, contendo gás liquefeito, propileno e propano, com o objetivo de reduzir sua temperatura. Por volta das 22:00, o propileno restante no caminhão incendiado queimou completamente e se extinguiu. 2. Perdas causadas pelo acidente: um caminhão-tanque foi destruído, com cerca de 25 toneladas de propileno perdidas (ativos da empresa de transporte). As três instalações utilizadas para o carregamento de hidrocarbonetos líquidos foram completamente destruídas, assim como o local de carregamento. Um funcionário sofreu ferimentos leves (o motorista do caminhão-tanque). As perdas econômicas diretas foram de aproximadamente 1,5 milhão. Devido à intensidade do fogo, e ao fato de ele estar próximo às câmaras de armazenamento de hidrocarbonetos líquidos, houve grande pânico entre os moradores da região, o que causou impactos sociais muito negativos. 3. Análise das causas do acidente: Às 16:00 do dia 14 de julho, uma empresa de transporte de produtos químicos perigosos em Henan, com a qual nossa empresa mantém parceria há tempos, enviou um caminhão-tanque com placa Yu C-XXXXX para transportar ácido propênico até nossa empresa. Por volta das 17:00, o caminhão estava completamente carregado. Em seguida, o caminhão foi levado ao local de pesagem. O relatório da pesagem indicou que o caminhão transportava 27 toneladas de ácido propênico, enquanto sua capacidade máxima era de 25 toneladas. Por volta das 17:20, o motorista voltou com o caminhão para o local de carga, com o objetivo de descarregar o excesso de ácido propênico. O horário de término do turno normal na empresa era às 17:30. O posto responsável pelo envio de hidrocarbonetos líquidos funcionava em turnos rotativos. O operador responsável por esse posto, Y, saiu sem autorização para almoçar, deixando apenas o operador M no local. Depois de completar o processo de carregamento, M também pretendia sair para almoçar. Quando viu que o caminhão voltava para ser descarregado, ele ficou insatisfeito. O motorista, que já transportava ácido propênico para lá há muito tempo, conhecia bem M. Então, ele disse a M: “Eu sei como fazer o descarregamento. Vá almoçar; eu mesmo vou descarregar parte da carga e depois levá-la para ser pesada. Fique tranquilo, eu vou cuidar disso.” M deu algumas instruções antes de sair para almoçar. O motorista do veículo conectou um tubo flexível de aço de Φ50mm, abriu a válvula de descarga e começou a descarregar o propileno. Devido ao calor intenso, o motorista sentou-se dentro do veículo para descansar, por cerca de 4 ou 5 minutos. Com base em sua experiência anterior em operações de descarga, ele estimou que seria possível descarregar 3 toneladas de propileno, o que seria suficiente para atingir a capacidade máxima do veículo. Então, ele ligou o veículo e o afastou cerca de 3 metros do local de descarga. Nesse momento, o tubo de aço de 50 mm de diâmetro foi rompido na conexão com a válvula do caminhão-tanque. O propileno presente no interior do veículo foi liberado imediatamente, e também grande quantidade de propileno saiu pelo tubo de aço. O tubo de aço voou pelo ar, e ao bater no chão de cimento, provocou uma chama que incendiou o propileno. Em instantes, um grande incêndio envolveu o caminhão-tanque e o local de descarga. O motorista teve que pular para fora do veículo, sofrendo queimaduras leves nas costas, no pescoço e na cabeça. A sorte, em meio a todo esse desastre, foi que, durante as reformas no local de carregamento, foi construída uma parede de alvenaria com 2,5 metros de espessura entre aquele local e o tanque de hidrocarbonetos líquidos. O caminhão fazia o descarregamento no ponto mais distante, bem perto dessa parede de separação. A entrada de carga e descarga do caminhão ficava na lateral, e o propileno liberado era direcionado para a parede de separação. A 15 metros dessa parede, havia um tanque esférico com capacidade de 1000 m³. Após o incêndio ser extinto, os tijolos vermelhos daquela parede de isolamento ficaram com aparência de vidro. Se não houvesse esse muro de isolamento, o acrílico seria lançado diretamente na área dos tanques, e as consequências seriam inimagináveis! 4. Lições do acidente: O fato de o operador ter deixado seu posto e permitir que pessoas não qualificadas operassem o equipamento foi a causa direta deste acidente. De acordo com as regras da empresa, após o veículo a ser carregado entrar no local de estocagem, é necessário colocar travas nas rodas, tanto na frente quanto atrás. Além disso, as chaves do veículo devem ser guardadas na sala de controle de partida. Essas regras são rigorosamente seguidas durante as operações normais. No entanto, no dia do acidente, como o motorista e o operador se conheciam bem e estavam trabalhando após o horário normal de trabalho, eles ignoraram essas duas regras de segurança. Não apenas não foram instalados dispositivos de bloqueio, como também as chaves não foram retidas; além disso, o motorista foi deixado à vontade para operar o veículo. Ele ligou o veículo sem fechar as válvulas de descarga do tanque e das linhas de descarga, o que acabou causando o acidente.