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“Os “perigos ocultos” são o maior inimigo da segurança. Ano após ano, os órgãos de gestão da segurança em todos os níveis identificam esses perigos e realizam diversas atividades para combatê-los. No entanto, os perigos ocultos são como o câncer: difíceis de erradicar, causando, assim, uma série de acidentes de trabalho. Aqui, descrevendo as características dos perigos latentes, elenco os seus “sete pecados”. Crime número um: Ocultação. Um perigo oculto é um desastre que está escondido; ele se caracteriza por ser discreto, oculto e latente. É um desastre invisível, uma “bomba” escondida no processo de produção. Em determinado momento, dentro de certos limites e sob certas condições, ela apresenta um estado que parece de repouso, imutável. Isso faz com que as pessoas, por um instante, não consigam enxergá-la, perceber sua existência ou senti-la. É justamente porque “os desastres surgem frequentemente da negligência” que os perigos se vão formando gradualmente, até se transformarem em acidentes. No processo de produção das empresas, é comum que ocorram acidentes em áreas, locais, equipamentos ou ferramentas que se consideram imunes a eles. Acusação 2: Perigoso. Como diz o ditado: “O buraco feito por uma formiga pode causar o rompimento de um dique por milhares de quilômetros”. No trabalho de segurança, pequenos riscos muitas vezes dão origem a grandes desastres. Todos os anos, muitas pessoas se ferem ou até perdem a vida devido a acidentes de segurança. Acusação três: Súbito. Em tudo existe um processo de mudança quantitativa para qualitativa, de evolução gradual para mudança súbita; os riscos potenciais não são exceção. Transformar pequenas mudanças em grandes mudanças, e pequenos problemas em problemas graves, é uma regra básica. O que se diz por “pequenos problemas levam a problemas maiores” refere-se exatamente a isso. Na produção de empresas químicas, por exemplo, é comum lidar com substâncias inflamáveis e explosivas. Alguns materiais primários e auxiliares têm baixo ponto de ignição e ponto de fulgor, além de uma faixa ampla de limites de explosão; um descuido mínimo pode, a qualquer momento, levar ao surgimento súbito de um acidente. Quarto crime: Continuidade. Na prática, é comum encontrar o fenômeno em que um risco oculta outro risco; ou seja, um risco existe em conjunto com outros riscos. Esses riscos interligados e contínuos, que surgem durante o processo de produção, representam uma grande ameaça à segurança no trabalho. Se não forem controlados, podem levar ao fenômeno de “ao puxar uma planta, outras também são arrancadas”, fazendo com que a empresa enfrente múltiplos problemas ao mesmo tempo. Quinto crime: Continuidade. O fato de os riscos associados a acidentes terem sido resolvidos uma ou várias vezes não significa que esses riscos desapareçam para sempre. Além disso, o ocorrer de um ou dois acidentes não impede que riscos semelhantes surjam novamente, levando à repetição das mesmas tragédias. Enquanto fatores como o método de produção, as condições de produção, as ferramentas de produção e o ambiente de produção da empresa não mudarem, o mesmo risco se repetirá. Até mesmo a ocorrência, na mesma região e no mesmo local, de perigos e acidentes surpreendentemente semelhantes aos históricos é outra característica importante dos riscos de acidentes. Acusação seis: Acidente. O que se entende por imprevistos aqui não são desastres naturais ou causados pelo homem, mas sim situações de risco que não excedem os requisitos e normas estabelecidos em termos de segurança e higiene. Esses perigos permanecem latentes; alguns deles estão além do entendimento das pessoas ou são difíceis de serem identificados pelos trabalhadores no curto prazo. No entanto, devido à sua grande probabilidade de ocorrência por coincidência, eles podem facilmente levar ao surgimento de acidentes inesperados. Acusação sete: Especial. Os perigos são universais, mas ao mesmo tempo possuem características específicas; suas propriedades e características variam. Em diferentes setores, empresas e cargos, as formas de manifestação e os processos de mudança são ainda muito variados. Mesmo para o mesmo risco, ao se utilizar os mesmos equipamentos e ferramentas para realizar tarefas da mesma natureza, esse risco pode variar.
Durante os treinamentos, costumo falar sobre a Lei de Heinrich e também informo sobre as infrações cometidas. Falo com eles, explicando que, pela probabilidade, se continuarem sem prestar atenção, algo ruim pode acontecer.