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Resumo: Será que, realmente, como alguns afirmam, o mês de agosto está amaldiçoado por acidentes de trabalho? Na verdade, não é assim. “A maldição de agosto” é uma visão idealista que deve ser firmemente criticada. Do ponto de vista do materialismo marxista, é possível identificar fatores que explicam por que acidentes graves no setor produtivo são mais frequentes em agosto. Seja o vazamento de amônia líquida em Xangai, seja a explosão de poeira em Kunshan, seja o grave incêndio e explosão no armazém de produtos perigosos da empresa Ruihai no porto de Tianjin, ou ainda o rompimento de tubulações na usina elétrica de Dangyang, em Hubei. Todos esses graves acidentes de produção foram, sem exceção, registrados no mês de agosto. Por esse motivo, muitas pessoas acreditam que existe uma “maldição de agosto” sobre as atividades relacionadas à segurança na produção. Quanto às regiões onde ocorreram graves acidentes de trabalho em agosto, províncias e cidades como Xangai, Jiangsu, Tianjin e Hubei foram os locais onde houve vários desses acidentes graves nesse mês. Essas regiões estão distribuídas de forma dispersa, sendo, na maioria dos casos, áreas economicamente desenvolvidas. Além disso, os setores envolvidos nesses acidentes incluem refrigeração com amônia líquida, prevenção de explosões por poeira, produtos químicos perigosos e energia elétrica – setores que são propensos a acidentes graves. Será mesmo que, como alguns afirmam, o mês de agosto está amaldiçoado por acidentes de trabalho? Na verdade, não é assim. A “maldição de agosto” é uma visão idealista, que deve ser firmemente criticada. Do ponto de vista do materialismo marxista, é possível identificar fatores que explicam por que acidentes graves no setor produtivo são mais frequentes em agosto. Primeiro, o mês de agosto é o auge do verão. Devido às altas temperaturas e à chuva frequente, o ambiente de trabalho, caracterizado por calor e umidade elevados, pode causar fadiga física e mental nos trabalhadores, levando a comportamentos inseguros e aumentando assim o risco de acidentes de trabalho. Em segundo lugar, o verão é a época de pico da produção e das atividades comerciais; há mais pedidos e as tarefas de produção aumentam. Muitas empresas tentam cumprir os prazos de forma apressada, o que leva a uma gestão deficiente da segurança no trabalho. Terceiro, com o aumento no uso de aparelhos elétricos, os equipamentos operam sob carga excessiva; muitos deles funcionam com defeitos, o que aumenta o risco de acidentes. A soma desses fatores faz com que a probabilidade de ocorrência de acidentes de segurança em agosto aumente. O autor acredita que, para quebrar o “feitiço de agosto”, é necessário compreender profundamente as características das leis da segurança no trabalho relacionadas às estações do ano. É preciso respeitar essas leis objetivas, adaptando-se às condições específicas de cada época, região e empresa. Assim, é possível estabelecer medidas de segurança no trabalho que se adequem às características da estação, ao setor em questão e às realidades locais. Isso permite tomar medidas eficazes para prevenir acidentes. Primeiro, é necessário compreender profundamente as características da produção segura no verão. É necessário fortalecer a comunicação com departamentos como o meteorológico, a fim de compreender com precisão as características climáticas do verão, avaliar a situação de segurança no trabalho nessa época e adotar medidas específicas para garantir uma abordagem eficaz. Em segundo lugar, é necessário organizar a produção de forma segura durante o verão, de acordo com as leis e regulamentos em vigor. É necessário organizar a produção de acordo com as regulamentações legais relativas à segurança no trabalho durante os períodos de altas temperaturas no verão. Isso significa evitar trabalhar de forma imprudente, não buscar precipitação no andamento dos trabalhos, e impedir que os equipamentos funcionem em condições inadequadas. Assim, é possível garantir a segurança durante a produção. Terceiro, é necessário reforçar a identificação e correção de riscos relacionados à segurança no trabalho. É necessário pressionar as empresas a intensificarem os esforços para identificar e corrigir os riscos relacionados a acidentes. Aqueles que podem ser corrigidos imediatamente devem sê-lo o quanto antes. Já aqueles que não podem ser corrigidos rapidamente e representam um risco elevado devem ter sua produção interrompida e seus funcionários retirados do local. Não se pode ignorar esses riscos. Quarto, é necessário intensificar as inspeções e fiscalizações relacionadas à segurança no trabalho. É necessário intensificar a fiscalização da segurança no trabalho nas áreas-chave, como metalurgia, produtos químicos perigosos, construção e reparo de navios, refrigeração e combate a incêndios. Isso visará eliminar completamente os riscos que podem levar a acidentes de trabalho, reduzindo assim o risco de ocorrência de tais incidentes. Quinto, é necessário fazer esforços intensos para promover a educação e a conscientização sobre segurança no trabalho. É necessário utilizar plenamente os meios de comunicação como as novas mídias e as redes sociais para intensificar a divulgação das práticas de segurança no trabalho. Além disso, é importante fortalecer a educação em segurança no trabalho nas empresas, visando melhorar continuamente o nível de gestão da segurança nas empresas e a consciência dos trabalhadores sobre a importância da segurança no trabalho. Atualmente, o Gabinete do Comitê de Segurança do Conselho de Estado emitiu o “Guia para a Prevenção e Controle de Acidentes Graves”, que, com base em uma abordagem estratégica de alto nível, estabelece um plano para conter acidentes graves no setor industrial. Trata-se também de um chamado às diversas regiões e departamentos para que tomem medidas eficazes no combate a esses acidentes. Espera-se que todas as regiões e departamentos sigam rigorosamente os objetivos, diretrizes e requisitos estabelecidos no “Guia para o Controle de Acidentes Graves por Meios Preventivos e Corretivos”. Dessa forma, será possível controlar efetivamente os acidentes graves em ambientes de produção. Acredita-se que a superação do “feitiço de agosto” e uma melhoria significativa na situação de segurança nas indústrias em todo o país estão próximas e são alcançáveis.