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De onde vem, afinal, a noção de tempo?

2016-12-20View Original

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Os antigos diziam: “Cada instante de tempo vale ouro”. Isso serve para explicar sua compreensão sobre o tempo. Mas, afinal, qual é a essência do tempo? O editor sempre realizou estudos aprofundados sobre questões filosóficas, mas, quanto a este problema, não sabe o que fazer. Será melhor deixá-lo para que os grandes filósofos o reflitam? Então, hoje o editor vai falar com vocês sobre a percepção do tempo pelo cérebro humano. Acredito que a maioria das pessoas já passou por uma situação dessas: quando se tem interesse em algo, o tempo passa muito rápido, quase num piscar de olhos, como muitos descrevem. Quando a dor é insuportável, o tempo parece se estender por um período muito longo, quase como se tivessem passado meio século. Essas descrições baseadas em sensações, embora sua veracidade precise ser verificada, indicam, de alguma forma, que o cérebro humano possui um processo complexo para avaliar o tempo. A capacidade de perceber o tempo é uma habilidade presente na maioria dos seres vivos. Há pouco tempo, cientistas em Lisboa, Portugal, descobriram, por meio de experimentos, que é possível controlar a capacidade dos camundongos de perceber um determinado período de tempo, seja ele curto ou longo, ajustando a atividade de certos neurônios nas regiões profundas do cérebro deles. Esta equipe estudou a estrutura de certos neurônios que liberam dopamina (a dopamina é um dos neurotransmissores do cérebro) nas regiões mais profundas do cérebro. Essa estrutura é chamada de substância negra parcial compacta do tronco encefálico; ela desempenha um papel na percepção do tempo. Os neurônios de dopamina estão relacionados a muitos fatores psicológicos que percebem mudanças no tempo. Nos experimentos de Paton, estímulos dolorosos aplicados aos camundongos causavam uma queda acentuada na liberação de dopamina neles. Se o substanto negro do cérebro humano for danificado, isso pode causar a doença de Parkinson, que prejudica a percepção do tempo pelos pacientes. Se essa pesquisa for aplicada ao cérebro humano, dezenas de milhares de pacientes com Parkinson se beneficiarão. A fonte da notícia é o site Mofan

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